A história da Associação da Imprensa de Pernambuco (AIP) representa o pioneirismo de um grupo de jornalistas que integrava a grande Imprensa Pernambucana. Inclui-se a AIP entre as primeiras instituições germinadas depois da fundação da Associação Brasileira da Imprensa, a qual teve, como principal ferramenta, a legitimidade da profissão, aninhando sonhos e esperanças das várias gerações.
No Recife dos Anos 30, quando circulavam seis jornais diários - número então considerado inexpressivo porque cem anos antes havia em circulação na Província 66 periódicos - , nascia a AIP para hibernar pouco tempo depois com a Intentona Comunista que cobriu o Recife com um manto de tristeza. Mas em 1934, a data comemorativa da Imprensa - 10 de setembro - sacudiu a poeira e no Teatro de Santa Isabel foi encenada a revista Colcha de Retalhos, do jornalista José Penante. Consolida-se a AIP com o retorno à circulação do Jornal do Commercio e incorporação do Diario de Pernambuco aos Diários Associados.
Aos poucos, o associativismo foi agregando outros meios de comunicação social, a princípio o Rádio, mais tarde a Propaganda e, finalmente, a Televisão, que só chegou a Pernambuco na década de 60. São considerados sócios fundadores da AIP, entre outros, Mário Melo, Apulero de Assunção, Oscar Pereira, Altamiro Cunha, Caio Pereira, Esmaragdo Marroquim, Austro Costa, tendo como primeiro presidente Salvador Nigro. Todos eles subscreveram o Livro de Presenças. Foram anos memoráveis vividos pelos seus presidentes e não foram poucos os atentados a jornais e jornalistas, formadores da opinião pública.

Uma das metas perseguidas desde os primeiros tempos e só alcançada nos anos 60, foi o edifício sede (foto), o arranha-céu da Praça da Avenida Dantas Barreto. Por muito tempo a AIP ocupou uma casa velha da Rua das Trincheiras e, mais tarde, alguns dos seus departamentos foram para o edifício Santo Albino. Muitas reuniões aconteceram na Associação dos Empregados do Comércio, que funcionava no 2º andar de um prédio na Rua do Imperador.
Mas, como quem tem raiz não morre, a AIP conseguiu o século incólume, carregando no seu bojo a meta principal: a defesa da liberdade de expressão. A Associação da Imprensa seguiu sempre os mesmos passos da vida da Província. Seus associados eram requisitados para reuniões sociais e não se descuidavam de acompanhar os fatos políticos.
A AIP integrou a comissão do Tricentenário da Restauração de Pernambuco e chegou a criar um carimbo alusivo à data . Festejou o primeiro Centenário do Ginásio Pernambucano e, em 1956, os 25 anos de sua própria fundação. A assinatura do contrato com a Figueira & Jucá para construção em 30 meses, do edifício sede, na Avenida Dantas Barreto, reacendeu a chama.
O restaurante no 12º andar foi a sensação do novo prédio e atraiu a concorrência das principais empresas hoteleiras. Era o local preferido dos políticos que ali encontravam um ambiente para elaborar seus planos. Nos fins de semana, os casais dançavam ao som da orquestra. O Teatrinho da AIP e o Cinema também faziam parte do lazer da sociedade pernambucana.
Presenças Marcantes – Foram presenças marcantes na vida da AIP, Nilo Pereira, Carlos Leite Maia, Barbosa Lima Sobrinho, Aníbal Fernandes, Eustórgio Wanderley, Gilberto Osório, Sócrates Times de Carvalho, Caio Souza Leão, Paulo Cavalcante, Berguendof Elioti, Luiz Nascimento, Eugênio Coimbra, Tavares Maciel, Clóvis Menezes e Paulo Couto Malta, entre tantos outros. Com Joezil Barros na presidência, nasceu o Anexo –AIP e, mais tarde, o Projeto de Interiorização da entidade foi reativado e criados os Departamentos Feminino e Esportivo.
Merece destaque, ainda, a implantação do Fundo de Liberdade de Imprensa, para ajudar os presos políticos nos anos 60. |